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03 de Setembro de 2010 E O TOUREIO DE VERDADE NÃO CONTA? SÓ VALE O NÚMERO DO "CABALLITO"?
(...)O público paga o seu bilhete (esgotou novamente o Campo Pequeno), aplaude o que quer, transforma em êxitos aquilo que os mais conhecedores verificam pouco ter a ver com o toureio a cavalo na sua máxima expressão e antes mais não é que a reencarnação do velho espírito do rejoneio campero e do número do "caballito" que tantas e tantas vezes se reprovou. Vir à dita Catedral Mundial do Toureio a Cavalo implica tourear de frente, dar distâncias, deixar o toiro colocado em sorte e para ele partir em linha recta, e isso, caros amigos, foi feito apenas por António Ribeiro Telles. Quem saíu em ombros foi Ventura mas quem TOUREOU DE VERDADE foi o cavaleiro da Torrinha.
A verdade do toureio a cavalo esteve a cargo de António Ribeiro Telles, queiram ou não entender aqueles que apenas foram a Lisboa para ver Ventura. Receber os toiros com poder mas sem os recortar em demasia pois as investidas boiantes e insonsas rapidamente se acabam; colocar-se de largo e provocar a investida; sair a passo para o toiro e marcar bem as reuniões, cravar de alto a baixo e ao estribo. Tudo isso fez António Telles em duas actuações de muito nível, superior quiçá a segunda, pelas sortes frontais e entradas apertadas nos terrenos do toiro, reunindo e cravando como mandam as regras. A brega foi de muita qualidade assim como alguns dos remates frente ao segundo do seu lote, fazendo com que a lide ao quarto da noite fosse de imenso valor e por isso mesmo mais que merecedora das duas voltas à arena e chamada especial aos médios.(...)
In,http://barreiradesombra.blogs.sapo.pt/72010.html "E o Toureio de verdade não conta? Só vale o número do Caballito?", acedido no dia 4 de Setembro ás 9h26m
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